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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Adaptação em cadeirinha


Quando atendemos crianças com alterações neurológicas é necessário organizar o corpo, pensar nas adaptações para a partir daí conseguir estimular e/ou desenvolver as habilidades, sejam elas motoras, cognitivas, lúdicas... Pensando nesse sentido, adaptei a caderinha de um paciente para que o mesmo obtivesse um melhor alinhamento postural, estimulando assim sua retificação corporal e dessa forma adquirindo maior consciência corporal. 









A adaptação foi feita com espaguete de piscina.



Abraços e até a próxima! =)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Estimulando o desenvolvimento de esquema corporal - Rosto





Quando atuamos com (re) habilitação, é certo dizer que as aquisições em cada fase do desenvolvimento da criança e/ou do adolescente podem ter alguma alteração ou defasagem, e por vezes vemos a dificuldade em reconhecimento das partes do corpo, o que prejudica sua interação e desempenho tanto em ABVD quanto no Brincar!!

Nesse sentido, temos um grande repertório de intervenções que podemos utilizar com nossos pacientes, um deles é com a massinha, onde a mesma pode ser explorada de diversas maneiras. No caso em questão, foi utilizada a massinha para trabalhar o conceito do rosto (cabeça, olhos, orelhas, boca, nariz, bochechas...) com um grupo de crianças com Sindrome de Down.





Primeiramente, foi desenhado junto com a criança o rosto no papel sulfite com lápis, e após isso foi introduzida a massinha, explorando a mesma e depois fazendo cada parte do rosto e colocando no local correspondente do desenho.
Outros aspectos podem ser trabalhados concomitantemente, além da socialização!! é só utilizar da criatividade para deixar a atividade bem lúdica e prazerosa, dando os contornos necessários para cada criança.

Abraços,
e até a próxima =)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Facilitando as Atividades Básicas de Vida Diária - parte IV


Adaptação para banho



E quando por uma dificuldade motora e/ou cognitiva o paciente não consegue segurar o sabonete?! Por vezes nos deparamos com essa situação em nossa atuação profissional, e como adaptação e baixo custo faz parte da intervenção da TO, juntando com um pouco de criatividade, podemos confeccionar algo que possa favorecer o desempenho de nossos pacientes e aumentar sua autonomia!

Foi realizada a adaptação abaixo para uma adolescente, a mesma tinha dificuldade para segurar o sabonete deixando-o cair no chão. Primeiramente foi realizada para colocar no punho, porém após uso, fala da mãe e avaliação, viu-se que em volta do pescoço facilitava mais o uso e desempenho da paciente no banho, pois a mesma retirava quando no punho, já no pescoço não. 




 



Para realizar essa adaptação foi utilizado tecido de tela e cordão. Simples e fácil de fazer! 
Espero ter colaborado!

Abraços e até a próxima =)



quarta-feira, 26 de março de 2014

Bandagem Terapêutica



Uma das maneiras de aplicação da bandagem terapeutica é pelo método Therapy Taping, podendo ser utilizada em casos de ortopedia ou desordens neurológicas, a qual é foco dessa postagem.

Venho utilizando em meus pacientes tanto em hipertonias e espasticidade, quanto em hipotonias, visando melhora do posicionamento dos membros superiores e mão, melhorando assim a funcionalidade.

A ilustração abaixo é de uma criança com diagnóstico de paralisia cerebral (PC), onde seu comprometimento de membro superior é ao lado direito. Pode-se observar a flexão de punho e polegar empalmado.






Colocação da bandagem:

Em um momento foi colocado para abdução de polegar






A pulseira com guizos ilustrada nas imagens à cima, foi colocada concomitante à bandagem para estimular a percepção dessa mão e o uso da mesma.


Nas imagens abaixo a colocação objetivou a extensão de punho




São necessárias várias aplicações de acordo com o objetivo estipulado, onde a tensão da bandagem em cada técnica, será aumentada gradativamente.


Vale lembrar que para a utilização desse método é preciso ter o curso e que esse recurso é um complemento das terapias e não deve ser utilizado isoladamente! Em ambas as técnicas, antes e após sua aplicação, foi realizada a sessão de terapia ocupacional e não somente a aplicação da bandagem.




obs: as imagens foram previamente autorizadas pela família.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Estruturação da Rotina




Para um bom desempenho nas atividades básicas e instrumentais de vida diária é necessário o estabelecimento e adequação da rotina ocupacional. Além disso, uma rotina estruturada e visual ajuda a crianças e adolescentes com deficiências (DI, TEA, Sind. de Down...) a compreender sua rotina além de desenvolver noção de tempo e espaço, se auto-organizar, a seguir uma sequência, enfim, diversas habilidades relacionadas aos componentes de desempenho.
Com essas crianças e/ou adolescentes algo mais visual e concreto facilita na hora da estruturação e desempenho das atividades diárias, nesse aspecto a construção de um mural é um ótimo recurso para eles! 



Exemplo de mural de rotina


Exemplo de mural de rotina


Durante a construção do mural já podemos trabalhar os aspectos citados acima e ainda desenvolver e/ou aprimorar aspectos da coordenação motora fina, da destreza manual, da bilateralidade, trabalhar aspectos da atenção, início e término de uma atividade, entre diversos outros objetivos estabelecidos previamente.
A confecção dos mesmos pode ser através de imagens que representem as ações cotidianas, símbolos que represente o dia e a noite, escrevendo, colocando as horas, dividindo por períodos... tudo vai depender do objetivo que se quer alcançar e o que mais irá facilitar a compreensão do paciente. Como estrutura do mural podemos utilizar papel color set, cartolina, E.V.A, isopor... e em alguns casos  a escolha do material pode ser feita junto ao paciente,  assim ele participará ativamente de todo o processo, pois o que se objetiva é sua autonomia e independência, além de favorecer sua autoexpressão!

Até a próxima! =)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Brincar e Aprender




Normalmente faço publicações à cerca de minha atuação, porém hoje publicarei um texto que achei muito interessante de uma TO americana a Anne Zachary, não deixa de fazer parte de minha atuação e orientações, espero que gostem!


Ajude seu filho a aprender através de experiências


Crianças com necessidades especiais muitas vezes tem dificuldades com a linguagem,  com a coordenação motora e as habilidades de processamento sensorial.  As dificuldades em uma ou mais dessas áreas pode afetar o modo como a criança interage com o mundo. Por exemplo, uma criança com um atraso de linguagem pode ter menos interações sociais ao longo do dia, porque as crianças aprendem se envolvendo com o mundo ao seu redor, é fundamental que todas as crianças tenham oportunidades ilimitadas para a aprendizagem. Aqui estão algumas estratégias para ajudar uma criança com necessidades especiais a aprender  através de engajamento. 

Nunca subestime o poder da imitação

Imite o seu filho e incentive-o a imitá-lo. Guie-o através dos movimentos, caso ele precise de um pouco de ajuda. Mesmo ele sendo guiado,  vai sentir o movimento e aprender com ele.

Exagerar, exagerar, exagerar! 

Exagerar nas suas expressões, sua voz e cada movimento que você faz, a fim de obter e manter a atenção do seu filho. Durante a reprodução, se posicione sempre em seu campo de visão. Seu filho aprende através da observação, portanto, quanto mais ele vê você, mais ele aprende.

Reforço pode ser necessário 

Uma criança com necessidades especiais não se interessa naturalmente com o jogo e interação, de modo a manter a motivação elevada através de reforço positivo. Certifique-se de usar os reforços que são motivadores e significativos para  seu filho.

Mantenha  simples 

A reprodução não tem que ser complicada. Separe as atividades em etapas simples e básicas, a fim de aumentar as oportunidades de seu filho em concluir com êxito uma tarefa. Elogie seu filho em cada pequena conquista.

-Tornar mais divertido

Tente não "forçar" o seu filho. Brincar deve ser natural e divertido, se o seu filho sente que você não está tendo um bom dia, é provável que ele não terá tanta diversão. Ria tanto quanto possível!


Abraços e até breve!


Fonte: Blog da TO Anne Zachary - Pediatric Occupational Therapy Tips
Link - http://drzachryspedsottips.blogspot.com.br/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Desfralde


A hora chegou, e agora?!


O desfralde é uma das intervenções da terapia ocupacional pois faz parte do autocuidado, sendo assim, podemos e devemos orientar os pais para facilitar esse processo, ainda mais tratando-se de crianças com deficiência, no qual o processo pode ser mais lento e com algumas dificuldades!
Sendo assim, quando deve-se iniciar o desfralde? como fazer? e com a criança com desenvolvimento atípico, como deve ser? 
Primeiramente, para iniciar o desfralde é necessário que a criança tenha maturação neurológica para isso; um dos indícios de que isso aconteceu é quando a criança se incomoda com a fralda suja, mostra ou diz que fez xixi ou cocô, andar, dentre outros... a partir dai o desfralde deve ser iniciado. Caso ainda não tenha adquirido essa maturação e já tenha mais de dois anos de idade, sempre oriento que a criança seja estimulada, levando ao banheiro para a familiarização, mostrando a pratica efetivamente, fazendo uso de livros e vídeos temáticos. Os mesmos também podem ser usados juntamente com o desfralde propriamente dito como facilitadores nesse processo. 
Com base na literatura específica* sobre o tema, adaptei um roteiro de desfralde e a rotina do desfralde!

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Passo-a-passo:
1
1° retirar a fralda durante o dia.
Roupa: uso de roupas fáceis de manejar, como calças ou shorts com elástico.
Banheiro: usar um penico infantil ou redutor (assento infantil) no próprio vaso sanitário e apoio para os pés.

2° levar a criança ao banheiro em horários regulares.
Ajudar a criança em todas as etapas - abaixar a calça, calcinha/cueca, colocar no vaso ou penico, limpar com papel higiênico caso necessário, subir a calça e calcinha/cueca e ajudar a lavar e secar as mãos.

3° Aos poucos deixar a criança ir fazendo as etapas sozinha, como abaixar as roupas, sentar.... ir retirando a ajuda física, porém ficando junto à criança.

4° Quando a criança precisa apenas de orientação verbal e já faz as etapas sozinha.

5° Desfralde noturno
  1. Estipular um horário tarde da noite (madrugada), acordar a criança, retirar a fralda e leva-la ao banheiro.
  1. Pela manhã, bem cedo, deve-se fazer o mesmo.

Aos poucos pode ser aumentado o intervalo, até que a criança adquira o controle completo da urina durante todo o período em que estiver dormindo.

ROTINA:

- Qual a frequência de ir ao banheiro? 

Por quanto tempo ficará no banheiro?

- Como será falado?

- Qual distração será usada?
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Sempre que a criança conseguir usar o banheiro, utilizar de reforço positivo.
Vale lembrar que as orientações e adequações diferenciadas são necessárias para cada criança em particular, levando em consideração sua patologia, compreensão e habilidades motoras no caso de crianças com desenvolvimento atípico!

Espero ter ajudado!!!
Abraços e até a próxima! =)

*Treinamento para usar o banheiro - um guia para pais
*Estimulação precoce - de 0 a 5 anos